Em 1627, jesuítas espanhóis criaram missões, próximas ao rio Uruguai, mas foram expulsos pelos portugueses, em 1680, quando a coroa portuguesa resolveu assumir seu domínio, fundando a Colônia do Sacramento. Os jesuítas espanhóis estabeleceram, em 1687, os Sete Povos das Missões. Em 1737, uma expedição militar portuguesa comandada pelo brigadeiro José da Silva Paes foi enviada para garantir aos lusitanos a posse de terras no Sul, objeto de disputa entre Portugal e Espanha.
Ponto geográfico estratégico para a fixação do domínio lusitano, a Barra do Rio Grande de São Pedro constituía-se no local ideal para que lá se instalasse um reduto militar com acesso marítimo ao interior, e em meio caminho entre Laguna e a Colônia do Sacramento.
Em 1737, o brigadeiro José da Silva Paes transpôs a Barra do Rio Grande de São Pedro, ali fundando o presídio do Rio Grande, e erguendo o Forte Jesus, Maria e José. A foz da Lagoa dos Patos, no Oceano Atlântico, considerada erroneamente como rio, foi a origem do nome da primeira povoação do Rio Grande do Sul, a atual cidade do Rio Grande.
Em 1742, os colonizadores fundaram a vila de Porto dos Casais, depois chamada Porto Alegre. As lutas pela posse das terras, entre portugueses e espanhóis, tiveram fim em 1801, quando os próprios gaúchos dominaram os Sete Povos, incorporando-os ao seu território. Em 1807, a área foi elevada à categoria decapitania. O município de Viamão antecedeu Porto Alegre como sede do governo. Grupos de imigrantes alemães começaram a chegar a partir de1824 e de italianos após 1875.
O território que hoje constitui o Rio Grande do Sul já constava nos mapas portugueses, sob o nome de Capitania d'El-Rei, desde o século XVI. A despeito do Tratado de Tordesilhas, que definia o fim das terras portuguesas na altura de Laguna, Portugal ansiava por estender seus domínios até a foz do Rio da Prata. Nesse espírito, ignorando os tratados, em 17 de julho de 1674, através de Carta Régia, Portugal delimitou duas capitanias no sul, que em conjunto se estendiam de Laguna até o Rio da Prata, doadas ao Visconde de Asseca e a João Correia de Sá.
Em 22 de novembro de 1676 a bula papal Romani Pontificis Pastoralis Solicitudo veio fortalecer as pretensões portuguesas, pois ao criar o bispado do Rio de Janeiro, estabelecia como seus limites desde a costa e sertão da Capitania do Espírito Santo até o Rio da Prata. Logo em seguida passou-se a cogitar seriamente na ocupação das terras do sul, legalmenteespanholas.
Uma primeira expedição de conquista, organizada em 1677, malogrou. Outra, de 1680, sob comando de Dom Manuel Lobo, conseguiu arribar no Prata em janeiro do ano seguinte, fundando a Colônia do Sacramento, com um presídio e os primeiros abrigos para os colonos. A Espanha, nesta altura fragilizada por guerras contra a França, apesar de atacar a Colônia, não esboçou uma reação mais séria à expansão portuguesa, e em 1681 estabeleceu-se o Tratado Provisional, delimitando novas fronteiras na região e reconhecendo a soberania portuguesa sobre a margem esquerda do Rio da Prata.
Com o incentivo do estabelecimento deste posto avançado, os portugueses passaram a se interessar pela ocupação das terras intermediárias entre o Sacramento e a Capitania de São Vicente. Em 1737 uma expedição militar portuguesa, comandada pelo Brigadeiro José da Silva Pais, foi incumbida de prestar socorro à Colônia, tomar Montevidéu e levantar um forte emMaldonado. Fracassada esta última empresa, o Brigadeiro decidiu instalar uma povoação mais ao norte, livre das constantes disputas entre portugueses e espanhóis. Destarte, navegou até a barra da Lagoa dos Patos, erroneamente tomada como um rio, o Rio Grande, e ali chegando em 19 de fevereiro de 1738, fundou um presídio e ergueu o Forte Jesus, Maria e José, constituindo a origem da cidade de Rio Grande, primeiro centro de governo da região. O local era um ponto estratégico para a defesa do território, estando a meio caminho entre Laguna e a Colônia do Sacramento. As primeiras famílias colonizadoras chegariam ali ainda neste ano, mas o trecho entre Rio Grande e Tramandaí também estava sendo povoado independentemente, sendo que já em 1734 se contavam 27 grandes estâncias na área.
Em 1742, os portugueses fundaram a povoação que, depois de Viamão, viria a ser a capital do estado: Porto Alegre. No final desta década começaram a chegar casais açorianos com destino a Rio Grande. Grupos maiores chegaram em 1752, também fixando-se no local, e outros avançaram para o norte, estabelecendo-se no Porto dos Casais, reunindo-se à escassa população que ali já vivia. Em 9 de setembro de 1760 o Rio Grande de São Pedro foi elevado a Capitania, ficando porém subalterna à Capitania do Rio de Janeiro.
Entrementes, na parte noroeste do estado, os jesuítas espanhóis haviam estabelecido missões próximas ao Rio Uruguai, incluindo a região dos Sete Povos das Missões.
Um novo acordo entre as coroas ibéricas, o Tratado de Madrid, haveria de mudar mais uma vez as fronteiras. Através deste tratado, firmado em 13 de janeiro de 1750, estabeleceu-se a permuta da Colônia do Sacramento pelos Sete Povos, cujas populações indígenas seriam transferidas para a área espanhola.
A demarcação das novas fronteiras e a mudança dos povos reduzidos não transcorreram sem dificuldades. Os jesuítas e os índios protestaram, esperava-se confronto, e o Marquês de Pombal ordenou que o legado português, o capitão-general Gomes Freire de Andrade, não entregasse Sacramento sem que antes tivesse recebido os Sete Povos. A situação se agravou e o conflito esperado eclodiu em Rio Pardo, originando a chamadaGuerra Guaranítica, que provocaria a suspensão temporária dos efeitos do Tratado de Madrid e sua posterior anulação definitiva em 1761. Um outro tratado, o de Santo Ildefonso, de 1777, mais uma vez retificaria as fronteiras e estabeleceria desta vez como posse espanhola tanto Sacramento como os Sete Povos.
Contudo nem este tratado seria respeitado, e as lutas pela posse das terras, entre portugueses e espanhóis, tiveram fim somente em 1801, quando os gaúchos dominaram os Sete Povos, incorporando-os ao seu território. Em 19 de setembro de 1807, a Capitania foi elevada a Capitania Geral.
Depois da Guerra contra Artigas, da Guerra Cisplatina e da Revolução Farroupilha, estabelecidas em linhas gerais as fronteiras e conquistada maior autonomia administrativa, o governo local passou a cuidar do povoamento e desenvolvimento da região, buscando também sedimentar as fronteiras. Grupos de imigrantes alemães começaram a chegar a partir de 1824 e de imigrantes italianos após 1875, ocupando respectivamente o centro-leste e o nordeste do estado, e contribuindo de forma decisiva para o futuro progresso do Rio Grande do Sul.
Fonte: http://pt.wikipedia.org
Berhane Selassie
2 horas atrás
